segunda-feira, 25 de fevereiro de 2013

Sem resposta


A diretoria do CENOR lamenta que a Mesa da Assembleia, tendo recebido em 2006 a solicitação para impetrar uma ADIN sobre a omissão do Governo Federal em cumprir o estabelecido no Artigo 165 da Constituição, o qual teve parecer favorável da Assessoria Jurídica da própria Alepe, até agora não tenha tomado qualquer providência real. O referido artigo diz que os investimentos federais devem ser proporcionais aos habitantes de cada região.

No início de 2012, quase seis anos depois, o presidente da Alepe, Guilherme Uchôa, que agora está no seu terceiro mandato, resolveu responder diretamente ao CENOR e mais uma vez foi alertado sobre o descumprimento constitucional. Depois disso, não se pronunciou mais. Vale ressaltar que no ofício de número 749 de 2006, a própria Assembleia, através de sua Assessoria Jurídica, conforme parecer assinado pelo procurador Douglas S. Diniz Moreno, se manifesta positivamente sobre o tema.

quinta-feira, 21 de fevereiro de 2013

Criatividade e modernização

Por Jorge Côrte Real


“Há problemas novos, como a internalização dos efeitos dos investimentos estruturadores na economia regional, assim como a inserção do NE nas novas tendências que se definem para o futuro da economia brasileira”, lembra Jorge Côrte Real, presidente da Federação das Indústrias do Estado de Pernambuco e deputado federal pelo PTB/PE


O CENOR tem acumulado um extraordinário conhecimento sobre o Nordeste e, agora, mais uma vez, reúne a esse atributo a experiência de homens valorosos que participam do seu corpo diretivo, congregando todos os requisitos para prestar inestimáveis serviços à causa do forte povo nordestino. Como disse o seu primeiro presidente, o saudoso pernambucano Gilberto Freyre, trata-se de "um grupo animado, tanto quanto muitos outros, de elevado sentimento, ao mesmo tempo em que brasileiro, nordestino, em atitude serena, mas firme, de reflexão". Isso é muito importante porque há problemas a serem resolvidos. Há problemas antigos, como a insuficiência de investimentos públicos, carência de infraestrutura e de outros componentes sistêmicos da competitividade, além de incentivos à produção que compensem diferenciais históricos de produtividade. Há problemas novos, como a internalização dos efeitos dos investimentos estruturadores na economia regional, assim como a inserção do NE nas novas tendências que se definem para o futuro da economia brasileira, a exemplo de como distribuir a utilização dos royalties do petróleo, como evitar que a concentração do desenvolvimento nas regiões Sudeste e Sul aumente o fosso das desigualdades, entre outros. São questões que vão exigir de nós muita criatividade e a modernização do nosso pensamento e das nossas práticas políticas.

quarta-feira, 20 de fevereiro de 2013

terça-feira, 19 de fevereiro de 2013

Cartilha orienta empreendedores a minimizar impactos com enchentes

Material elaborado pelo Sebrae em Pernambuco será distribuído entre os municípios atingidos pela enchente na Mata Sul, em 2010

Da Agência Sebrae de Notícias

Um documento voltado aos Empreendedores Individuais, a empresários de micro e pequenas empresas e também aos produtores rurais para que eles possam minimizar os impactos causados em seus negócios pelas enchentes. Esta é a proposta da cartilha Sua empresa e as enchentes: como minimizar os impactos negativos financeiros e ambientais, produzida pelo Sebrae em Pernambuco.O material é fruto de dois anos de trabalho junto aos municípios da Zona da Mata Sul atingidos pela enchente de 2010, justamente a região na qual a cartilha será distribuída.

A publicação faz uso de uma linguagem simples e didática e contém informações que visam ajudar os empreendedores a adotar ações que previnam que suas empresas sejam atingidas por futuras enchentes – por exemplo, evitando jogar resíduos em canais e não instalando os empreendimentos em locais que sofram inundações constantes. Entre outros pontos, o documento aborda ainda temas como certificação ambiental e linhas de financiamento para os pequenos negócios.

A iniciativa faz parte do Projeto Reconstruir Sebrae, uma ação do Sebrae que buscou atender os mais de 30 municípios pernambucanos da Zona da Mata Sul atingidos pela enchente de dois anos atrás, a exemplo das cidades de Barreiros, Palmares, Cortês e Catende. A proposta do programa, que se encerra agora em dezembro, é de apoiar os empresários que sofreram grandes perdas a recuperarem seus negócios.



segunda-feira, 4 de fevereiro de 2013

Palavras de João Alves por Adalberto Arruda


Abaixo trechos do texto escrito por Adalberto Arruda após a posse da nova diretoria do CENOR para o triênio 2013/2015, em evento realizado na Fundação Gilberto Freyre.

“O ex-ministro do Interior, ex-senador e ex-governador de Sergipe e atual prefeito de Aracaju, João Alves de Souza registrou que o CENOR destaca-se hoje como, certamente, o principal centro privado de altos estudos políticos e sociais da região, sendo formado por dirigentes e associados dotados de elevado espírito público, competentes, idealistas e esforçados, que vêm prestando altos serviços à causa do desenvolvimento do Nordeste e do Brasil. O ex-senador apontou o grande erro do Presidente Fernando Henrique em extinguir a SUDENE em 2001, criticando também a posição de seu sucessor, o Presidente Lula, que apesar de ter durante a campanha eleitoral emblematicamente abraçado o prédio do órgão no Recife, prometeu sua recriação mais fortalecido, porém, não o fazendo, a não ser mediante promulgação de lei de sua recriação aprovada sete anos após, mas, sem dotá-lo dos recursos e prestígio necessários para seu funcionamento eficaz.

O ex-ministro criticou também a postura de omissão das lideranças políticas regionais, em particular os seus representantes no Congresso Nacional ao não promoverem a defesa daquele órgão, tão estratégico para o desenvolvimento da região. Lamentou que o Mandamento Constitucional de Regionalização do Orçamento da União estabelecido na Constituição Federal de 1988, hoje já passados quase 25 anos, ainda não foi implementado, continuando o Nordeste com tratamento desigual de espécie de filho enjeitado, sem o tratamento equânime dedicado às demais macrorregiões do País. Finalizou trazendo seu testemunho de admiração pelo estado de Pernambuco, pela sua tradição histórica de luta por ideais político-sociais relevantes e de vanguarda, como, na fase colonial e imperial, a abolição da escravidão, a independência nacional e o governo republicano...”

Por Adalberto Arruda, diretor da Associação Comercial de Pernambuco

sexta-feira, 25 de janeiro de 2013

Nova diretoria do CENOR unida pelos direitos do Nordeste


O evento que marcou a posse da nova diretoria do CENOR, nesta quinta, na Fundação Gilberto Freyre, mostrou o tanto de competência que move os seus membros pelo desenvolvimento do Nordeste. As linhas de ação para este ano de 2013 foram definidas baseadas em quatro diretrizes: Regionalização do Orçamento, a nova lei do Fundo de Participação dos Estados, a distribuição dos royalties do petróleo e a fiscalização e denúncia dos erros cometidos nas obras da Transnordestina.

O discurso de abertura, pelo deputado Jorge Côrte Real, em breve estará disponível na íntegra aqui em nosso blog.

terça-feira, 15 de janeiro de 2013

Convite para posse da Diretoria do CENOR


Estimaríamos poder contar com a sua presença na sessão de posse da Diretoria do CENOR no próximo dia 24 de janeiro de 2013 (quinta-feira), conforme convite.

sábado, 12 de janeiro de 2013

Nova diretoria do CENOR toma posse no dia 24


No próximo dia 24 de janeiro, às 10h30, no auditório da Fundação Gilberto Freyre, será realizado o evento que marca a posse solene da nova diretoria eleita do Centro de Estudos do Nordeste.

Vale lembrar que o sociólogo e escritor Gilberto Freyre foi o primeiro presidente do CENOR na época de sua fundação, em 1976.

Já confirmaram presença o prefeito eleito de Aracaju, João Alves; o presidente da Federação das Indústrias, deputado Jorge Côrte Real e outros parlamentares.

Conheça a diretoria eleita do CENOR:

Presidente: Sebastião de Araújo Barreto Campello
Vice-Presidente: Eudes de Souza Leão Pinto
Secretário Geral: George Emílio Bastos Gonçalves
Diretor Administrativo: Francisco de Assis Brandão
Diretor Cultural: Alexandre Santos
Diretor Tesoureiro: Carlos Dutra

Conselho Fiscal Efetivo: Rezilda Rodrigues
                                        Adalberto Arruda Silva
                                        Roberto da Silveira Figueiredo


Suplentes: Leonardo Valadares de Sá Barreto Sampaio
                   Silvio Tavares de Amorim
                   Maria Cristina de Melo Freyre

sexta-feira, 11 de janeiro de 2013

Beneficiários do Bolsa Família são alvo de projeto do Sebrae

Negócio a Negócio irá atender 8.443 empreendedores pernambucanos

Por Anderson Lima
Da Agência Sebrae de Notícias

Implantado em Pernambuco no segundo semestre de 2012, o projeto Negócio a Negócio, do Sebrae, irá ampliar sua área de atuação no estado este ano com o início do atendimento aos empreendedores individuais pernambucanos vinculados ao programa de transferência de renda Bolsa Família.

Ao todo, 8.443 empreendedores – em sua maioria, mulheres – serão beneficiados com a iniciativa, que busca oferecer orientação para o desenvolvimento do negócio dessas pessoas de modo a desenvolver sua autonomia econômica. A ação será desenvolvida pelo Sebrae em Pernambuco e o Nectar - Núcleo de Empreendimentos em Ciência, Tecnologia e Arte, entidades que têm atuado em parceria no projeto desde sua implantação no estado.

Além dos beneficiários do Bolsa Família, o programa Negócio a Negócio tem como meta atender 25 mil pessoas em Pernambuco este ano – em 2012, foram atendidos 13.500 empreendedores. Ele será levado ainda a 5.088 empreendedores de cidades localizadas nos Territórios da Cidadania – nas regiões do sertão do Pajeú, Araripe, São Francisco e Itaparica; do Agreste Meridional; e da Mata Sul.

Negócio a Negócio – Direcionado ao pequeno empresário e ao empreendedor individual que não possui tempo para se capacitar, o Negócio a Negócio é composto por três etapas, distribuídas ao longo de três meses.

A primeira delas consiste na visita do Agente de Orientação Empresarial, profissional treinado pelo Sebrae que irá apresentar o programa ao empresário e aplicar o diagnóstico de análise em seu negócio. Em um segundo momento, o agente irá apresentar os resultados do diagnóstico da empresa e a entrega do caderno de ferramentas, uma cartilha que aborda todas as áreas da gestão contempladas pelo programa e que servirá como manual de orientação para o empresário aplicar em seu negócio.

A última etapa consiste na avaliação das melhorias realizadas na empresa para ver como o empresário está aplicando os conhecimentos obtidos nas conversas com o agente de orientação, bem como nos contidos na cartilha fornecida pelo Sebrae em Pernambuco. Está é também a fase da consolidação do processo, quando o empresário já estará seguro para buscar novas capacitações por meio dos produtos disponibilizados pela entidade de apoio às micro e pequenas empresas.

terça-feira, 27 de novembro de 2012

De olho na distribuição dos royalties do petróleo

Não dá para se calar. A reivindicação dos estados do Rio de Janeiro, Espírito Santo e São Paulo pelos royalties do petróleo da Plataforma Continental se baseia num argumento que vai de encontro à Constituição. Veja a matéria publicada hoje na Folha de Pernambuco logo abaixo e para saber mais confira a Coluna do CENOR na Folha deste domingo.

Em breve o Blog do CENOR disponibilizará uma entrevista exclusiva com o engenheiro Alexandre Santos sobre o tema.

quinta-feira, 8 de novembro de 2012

Ainda precisamos seguir lutando


Um passo importante foi dado. Mas ainda é preciso seguir lutando para evitar injustiças. Não dá nem para usar a terminologia estados produtores no caso do pré-sal, não cabe, é irreal. A camada do pré-sal está no fundo do oceano, milhares de metros ainda abaixo da própria plataforma continental, são quase 300 quilômetros de distância da costa. Ou seja, muito longe de qualquer Estado em particular. Os recursos naturais ali pertencem à União, ao Brasil, ao povo brasileiro como um todo.

VEJA A MATÉRIA PUBLICADA NO JORNAL DO COMMERCIO DESTA QUARTA

terça-feira, 6 de novembro de 2012

Está na pauta do dia


Desde o final do ano passado que o CENOR, a OAB e outras entidades entregaram à Procuradoria Geral da República toda a documentação que prova a inconstitucionalidade na atual distribuição dos royalties do petróleo da plataforma continental. A necessidade de um posicionamento mais firme da bancada do Nordeste é urgente, especialmente agora que o assunto volta a ser debatido em Brasília.

Embasada em dados jurídicos e redigida por um professor da USP, a Representação Pública mostra que o Rio de Janeiro, São Paulo e o Espírito Santo estão recebendo indevidamente os recursos.

A camada do pré-sal está no fundo do oceano, milhares de metros ainda abaixo da própria plataforma continental, são quase 300 quilômetros de distância da costa. Ou seja, muito longe de qualquer Estado em particular. Os recursos naturais ali pertencem à União, ao Brasil, ao povo brasileiro como um todo.

Os royalties do pré-sal devem ser distribuídos a todos os estados, sem beneficiar um ou outro e isso está escrito na Constituição Federal, no artigo 20, item 05. Qualquer decisão contrária torna-se inconstitucional.

VEJA ABAIXO A MATÉRIA PUBLICADA NA FOLHA DE PERNAMBUCO NO ÚLTIMO SÁBADO, DIA 03 DE NOVEMBRO.

terça-feira, 30 de outubro de 2012

Deputados federais na luta pela Regionalização do Orçamento


Deputados federais de diferentes partidos políticos e de vários estados estão aderindo à luta do CENOR pela Regionalização do Orçamento. No início de outubro toda a bancada nordestina recebeu um email do Centro de Estudos do Nordeste explicando o tema e convidando-os a se posicionar com relação à questão. Esta semana três deputados federais enviaram a sua resposta em consonância com as reivindicações que pretendem corrigir um erro que vem sendo cometido há anos pelo Governo Federal.

Agora fazem parte do grupo em favor da Regionalização também os deputados Luiz Couto (PB), Gonzaga Patriota (PE), Wellington Roberto (PB) e Alberto Filho (MA). A lista completa com todos os nomes pode ser acessada na coluna ao lado.

A ideia é a criação de dois blocos de atuação na luta pela Regionalização do Orçamento. Um junto aos deputados estaduais, pela impetração de uma ADIN contra o Governo Federal pela inconstitucionalidade na distribuição dos recursos por região. E outro junto aos federais, para que estes possam interferir na elaboração da LDO deixando claro para onde exatamente estão indo os investimentos federais ao informar qual a região beneficiada diretamente em cada item.

Mais uma vez, nunca é demais lembrar, é preciso que tenhamos consciência que, de acordo com a Constituição, os investimentos federais, em cada região, deveriam ser proporcionais aos habitantes nela existentes, sendo 27,8% destinados ao Nordeste, pelos dados do Censo 2010. A atual partilha orçamentária é, portanto, inconstitucional.

Defendido pelo governador Eduardo Campos com destaque logo após as últimas eleições municipais, o discurso em prol da rediscussão de um novo Pacto Federativo se incorpora à luta do CENOR pela Regionalização do Orçamento. O “novo Pacto Federativo” passaria pelo respeito a um preceito que já está na nossa Constituição, mas que vem sendo descumprido por vários governos sucessivos, prejudicando a distribuição dos recursos federais aos estados e municípios, com perdas aviltantes para o Nordeste.

Não é só o governador que por consonância de ideias vai aderindo ao debate da Regionalização. O prefeito reeleito de São Lourenço da Mata foi um dos políticos que também destacou o assunto em recente entrevista a uma rádio local. “Dilma está tirando dinheiro do Nordeste para manter os empregos em São Paulo", disse.

Está em nossa Carta Magna desde 1988. Pela Constituição e utilizando as informações do Censo 2010, a distribuição deveria respeitar a seguinte proporcionalidade: Sudeste – 42,1%; Nordeste – 27,8%; Sul – 14,4%; Norte – 8,3% e Centro Oeste – 7,4%.

quinta-feira, 25 de outubro de 2012

CENOR realiza assembleia no próximo dia 05


Está marcada para o próximo dia 05 de novembro a Assembleia Geral Ordinária do CENOR. Será às 15h, na sede provisória do Centro de Estudos do Nordeste, na Rua dos Coelhos, 317, Boa Vista. Na pauta a apresentação do relatório de atividades do ano, incluindo a caminhada financeira com os investimentos detalhados feitos pela entidade em prol da luta pela nossa região e a eleição da nova diretoria e Conselho Fiscal.

E você, o que tem a ver com isso?


O Blog do CENOR republica na íntegra parte do email que vem sendo divulgado na rede. Já abordamos aqui a questão do Nióbio em postagens anteriores e caso deseje informações detalhadas é só clicar nas fotos da coluna ao lado.

China detém 15% da produção brasileira de Nióbio, metal raro e estratégico:

Fontes:


SOBRE O MUNICÍPIO DE CATALÃO (GOIÁS):

ATENÇÃO!!!

Alguém sabe dizer ou explicar o que há de verdadeiro nisso?

MITOLOGIA GREGA: NIOBE É FILHA DE TÂNTALO (OS 2 METAIS SEMPRE ESTÃO JUNTOS NA MINA) E MULHER DE ANFIÃO, REI DE TEBAS. FONTE DA ARGÓLIDA.

NIÓBIO

Vocês já ouviram algo a respeito?

Nióbio, o metal que só o Brasil fornece ao mundo. Uma riqueza que o povo brasileiro desconhece e tudo fazem para que isso continue assim. Como é possível o fato de o Brasil ser o único fornecedor mundial de nióbio (98% das jazidas desse metal estão aqui), sem o qual não se fabricam turbinas, naves espaciais, aviões, mísseis, centrais elétricas e super aços; e seu preço para a venda, além de muito baixo, seja fixado pela Inglaterra, que não tem nióbio algum?

EUA, Europa e Japão são 100% dependentes do Nióbio brasileiro. Como é possível em não havendo outro fornecedor, que nos sejam atribuídos apenas 55% dessa produção, e os 45% restantes saindo extraoficialmente, não sendo assim computados?

Estamos perdendo cerca de 14 bilhões de dólares anuais, e vendendo o nosso Nióbio na mesma proporção como se a Opep vendesse a 1 dólar o barril de petróleo. Mas petróleo existe em outras fontes, e o Nióbio só no Brasil; podendo ser uma outra moeda nossa. Não é um descalabro alarmante?

O publicitário Marcos Valério, na CPI dos Correios, revelou na TV para todo o Brasil, dizendo:

“O dinheiro do mensalão não é nada, o grosso do dinheiro vem do contrabando do Nióbio."

E ainda:

“O ministro José Dirceu estava negociando com bancos, uma mina de Nióbio na Amazônia. Ninguém teve coragem de investigar… Ou estarão todos ganhando com isso?”


Soma-se a esse fato o que foi publicado na Folha de S. Paulo em 2002: “Lula ficou hospedado na casa do dono da CMN (produtora de Nióbio) emAraxá-MG, cuja ONG financiou o programa Fome Zero.”


As maiores jazidas mundiais de Nióbio estão em Roraima e Amazonas (São Gabriel da Cachoeira e Raposa – Serra do Sol), sendo esse o real motivo da demarcação contínua da reserva, sem a presença do povo brasileiro não-índio para a total liberdade das ONGs internacionais e mineradoras estrangeiras.

Há fortes indícios que a própria Funai esteja envolvida no contrabando do Nióbio, usando índios para envio do minério à Guiana Inglesa, e dali aos EUA e Europa. A maior reserva do mundo, a do Morro dos Seis Lagos, em São Gabriel da Cachoeira (AM), é conhecida desde os anos 80, mas o governo federal nunca a explorou oficialmente, deixando assim o contrabando fluir livremente, num acordo entre a presidência da República e os países consumidores, oficializando o roubo de divisas do Brasil.


Todos viram recentemente Lula em foto oficial, assentado em destaque, ao lado da rainha da Inglaterra. Nação que é a mais beneficiada com a demarcação em Roraima, e a maior intermediária na venda do Nióbio brasileiro ao mundo todo.

Mas, no andar dessa carruagem, esse escândalo está por pouco para estourar, afinal, o segredo sobre o Nióbio como moeda de troca, não está resistindo às pressões da mídia esclarecida e patriótica.

Cadê a OAB, o MPF, o Congresso Nacional?

quarta-feira, 24 de outubro de 2012

Mecânica Nordeste atrai empresas que desejam consolidar negócios na região


Com apoio do Sebrae em Pernambuco, RedePETRO estadual é uma das entidades que participam desta 18ª edição da feira

Por Anderson Lima
Da Agência Sebrae de Notícias

Segue até esta sexta (26), no Centro de Convenções de Pernambuco, a maior feira da indústria metal-mecânica e eletro-eletrônica do Norte e Nordeste. Trata-se da Fimmepe – Mecânica Nordeste, que soma 18 anos de existência e já se consolidou como poderoso instrumento para as empresas que planejam ampliar seus negócios na região.

O evento é ainda um portal de entrada para as empresas interessadas em se tornar fornecedoras dos grandes empreendimentos que estão sendo instalados no estado – a exemplo de estaleiros, refinaria de petróleo e montadora automotiva.

Como uma das entidades que apoiam a iniciativa, o Sebrae em Pernambuco está presente na 18ª edição da feira junto à RedePETRO Pernambuco. No estande de 200m², os empresários poderão ter acesso a produtos e serviços dos associados da RedePETRO estadual (18 deles de um total de 70), que já soma cinco anos de existência e reúne empresas de diversos segmentos que alcançaram a qualificação necessária para o fornecimento de bens e serviços à cadeia produtiva de petróleo, gás, naval e energia.

O espaço terá ainda sessão de negócios para fomentar parcerias entre as empresas que compõem a rede e o mercado, além da orientação às empresas interessadas em compor a RedePETRO Pernambuco. A RedePETRO Pernambuco é a mais recente de um total de 16 Redes em todo o Brasil.

A Mecânica Nordeste é uma realização anual do Sindicato das Indústrias Eletro-metal-mecânicas de Pernambuco (Simmepe), contando ainda com a realização de Rodada de Negócios. Entre seus expositores estão empresas que atuam nas áreas de engenharia industrial, manutenção industrial, usinagem, petróleo e gás, automação, lubrificantes e outras. A feira tem ainda o apoio da Fiepe, Abimaq, Banco do Nordeste e Empetur, entre outras entidades.

sexta-feira, 19 de outubro de 2012

Seca e Nordeste: um outro olhar

Cada vez que ouvimos falar na imprensa nacional sobre a imagem do Nordeste atingido pela seca, captamos a fotografia de uma região que pede socorro. Mas há questões históricas de favorecimentos econômicos ao Sudeste e equívocos nas iniciativas políticas e governamentais que se escondem por trás dessa imagem, deslocando o foco das potencialidades que o Nordeste apresenta. Para esclarecer a realidade além do estereótipo, alguns veículos de comunicação publicados aqui têm se dedicado ao tema, como as revistas ECONORDESTE e NORDESTE VINTE E UM do mês de agosto.

Logo na chamada de abertura da série Seca no Nordeste, a ECONORDESTE esclarece: “Tachada como grande vilã – numa visão equivocada que ainda liga a região à errônea imagem estereotipada de uma terra estorricada, amaldiçoada e esquecida por Deus -, a seca no sertão nordestino data do século XVI, mas, somente cerca de duzentos anos depois passa a entrar de forma permanente nos relatos históricos”. No início da matéria a jornalista Samira de Castro continua elucidando os fatos. “Julgamentos superficiais sobre o fenômeno e interesses políticos conduziram à construção de explicações reducionistas dos problemas regionais como produtos de condições naturais adversas, do clima, da terra e de sua gente”. No texto fica claro que desde as grandes obras de açudagem ao agronegócio irrigado, apesar de algumas alterações na vontade política, as ações ainda passam muito longe da resolução do problema.

Na revista NORDESTE VINTE E UM cabe destacar um trecho da matéria As Fazendas Sertanejas que sugere: “... é urgente a necessidade de os órgãos responsáveis pelo desenvolvimento do Nordeste entenderem a drástica mudança ocorrida nos processos de elaboração e comercialização de produtos agropecuários, para planejarem eficazmente o desenvolvimento rural sustentável... Se as condições de clima e de solo limitam a produção agrícola de sequeiro das culturas tradicionais e a produção de carne bovina, deve-se redirecionar parte das atividades rurais para a geração daquilo que temos potencial para produzir, como fruticultura tropical irrigada, criação de camarão, de peixe, de abelha, ovinocaprinocultura, criação de animais silvestres e várias outras atividades agropecuárias. Precisamos tirar proveito das condições edafoclimáticas locais e não teimar em explorar plantas e animais não adaptados à região”.

terça-feira, 18 de setembro de 2012

Bomba do Hemetério dá primeiro passo para consolidação de destino turístico

Por Anderson Lima
Da Agência Sebrae de Notícias

Um grupo formado por 25 estudantes da Alemanha foi o primeiro a vivenciar, nesse fim de semana, o Circuito Turístico da Bomba do Hemetério, na Zona Norte do Recife. O roteiro do passeio envolveu desde a passagem pelo polo gastronômico da comunidade, quando os estudantes puderam degustar alguns pratos típicos da região, à visita à sede do Maracatu Encanto da Alegria, onde eles foram apresentados à origem e religiosidade da manifestação cultural. O grupo conheceu ainda, por meio de fotos e músicas, os 18 grupos culturais existentes na Bomba, adquirindo produtos como CDs e DVDs.

Os estudantes são intercambistas do programa Capes/Unibral e estão no Brasil com a proposta de conhecer a realidade socioeconômica da região, bem como sua cultura. “Aqui no Recife, programamos uma visita a diferentes tipos de bairros. E como os morros concentram 2/3 da população do Recife, achamos importante ver essa história”, revela Edvânia Aguiar, professora titular do Departamento de Geografia da UFPE, que acompanhou o grupo em sua visita a diversas localidades no Recife, a exemplo da comunidade de Chão de Estrelas e da própria Bomba do Hemetério.

A presença do grupo na comunidade é fruto de um trabalho que vem sendo desenvolvido desde 2008, o Bombando Cidadania. Trata-se de uma parceria entre Sebrae em Pernambuco, Instituto Walmart, Fundação Gilberto Freyre, IADH e Ministério do Turismo, entre outros nomes, que tem como objetivo a promoção de capacitações junto aos membros da localidade. A proposta da ação é estruturar um polo cultural e atrativo turístico diferenciado na região, contribuindo assim para o desenvolvimento do território.

Busca ainda a construção de uma carteira de projetos estruturantes para a área, com destaque para o Circuito Turístico Bomba Cultural, que prevê visitas organizadas aos atrativos do polo de modo a possibilitar aos visitantes uma vivência de experiências singulares. Entre as temáticas das atividades estão Brincando com o Boi Mimoso, Emoções Afro, Vivências do terreiro e Muito brilho e tambores, experimentado pelos visitantes alemãs.

Esses e outros destinos foram compilados pelo Sebrae em Pernambuco na cartilha Polo Cultural da Bomba do Hemetério. Bilíngue, o material lançado no primeiro semestre deste ano enumera as diversas atividades culturais e artísticas da Bomba do Hemetério, traz sugestões de roteiros turísticos e lista as opções de bares e restaurantes em atividade na região. A proposta é que o material se torne um instrumento para comercializar os roteiros e instrumentos do território junto a operadoras de turismo e realizadores de eventos culturais, por exemplo, contribuindo para a consolidação da comunidade como um destino turístico até 2014.

“É importante a gente conhecer a Bomba do Hemetério e esse material foi muito útil por ser bilíngue. Foi muito importante ter acesso a essa cartilha. O material é fantástico e merece ser divulgado”, diz Edvânia. “Os estudantes ficaram muito felizes. Para eles, ficou uma excelente imagem. E para as crianças da Bomba do Hemetério, fica o estímulo para aprender o idioma. Foi muito importante isso”, revela a professora.

Bomba do Hemetério – Localizada na Zona Norte do Recife, a Bomba do Hemetério tem uma população estimada em mais de 12 mil habitantes, dos quais mais da metade está abaixo dos 30 anos e 54% são mulheres. No que diz respeito à presença do Sebrae em Pernambuco na região, tem sido realizado um trabalho de capacitação para estimular os moradores do local a pensar a arte de maneira estratégica, incentivando-os a buscar uma melhor qualidade e diversificação dos bens e serviços culturais ofertados.

Tem-se atuado na capacitação dos artesãos e na consolidação do roteiro turístico local, trabalhando as agremiações como plano de negócios. Os bares e restaurantes também têm sido trabalhados para a criação de um roteiro gastronômico, bem como na qualificação desses equipamentos e capacitação das pessoas envolvidas.

terça-feira, 14 de agosto de 2012

Reivindicações pelo Nordeste junto ao Ministério da Integração Nacional


“Na primeira noite, eles aproximaram-se e colheram uma flor do nosso jardim. E não dissemos nada.
Na segunda noite, já não se esconderam, pisaram as flores, mataram o nosso cão. E não dissemos nada.
Até que um dia, o mais frágil deles, entrou sozinho em nossa casa, roubou-nos a lua, e, conhecendo nosso medo, arrancou-nos a voz da garganta.
E porque não dissemos nada, Já não podemos dizer nada.”

O poema de Maiakovski foi citado pelo presidente do CENOR, Sebastião Barreto Campello, como representação do sentimento que carrega com relação ao posicionamento das nossas lideranças frente às injustiças constantes de muitos governos federais com a Região Nordeste. A evocação ao poeta russo abriu o discurso realizado na I Conferência Nacional do Desenvolvimento Regional, evento patrocinado pelo Ministério da Integração Nacional, na SUDENE, no último dia 10 de agosto. Para conferir o texto completo clique aqui.

terça-feira, 31 de julho de 2012

Candidatos à Prefeitura do Recife declaram apoio a campanha do CENOR pela Regionalização do Orçamento

Dando continuidade à segunda sabatina do Debate Recife, encontro iniciado na última segunda-feira (24), pelo Clube de Engenharia, os candidatos à Prefeitura do Recife Humberto Costa (PT) e Daniel Coelho (PSDB) estiveram juntos hoje pela manhã, no Clube Português. Na ocasião, ambos declararam o seu apoio aberto à campanha pela Regionalização do Orçamento liderada pelo CENOR.

Pela Constituição, os investimentos federais em cada região deveriam ser proporcionais aos habitantes nela existentes. Está tudo no Art. 165 - § 7º e Art. 35 das Disposições Transitórias e conforme estabelece o Art. 103 da nossa Carta Magna de 1988. São dois blocos de atuação na luta pela Regionalização do Orçamento. Um junto aos deputados e políticos estaduais pela impetração de uma Ação Direta de Inconstitucionalidade e outro com os federais e senadores, para que estes possam interferir no debate na tentativa de corrigir o erro de vários governos.

domingo, 29 de julho de 2012

Carta enviada pelo CENOR ao superintendente da SUDENE

Recife, 25 de julho de 2012

Ilmo. Sr.
Superintendente da SUDENE
Dr. Luiz Gonzaga Paes Landin
Recife  PE

Prezado Superintendente:


            No encontro que tivemos no último dia 09 de julho de 2012 o Centro de Estudos do Nordeste – CENOR comprometeu-se com V. Sa. em expor quais são as medidas que esperamos por parte da SUDENE, as quais passamos a enumerar:

            1 – Que se passe a reunir regularmente, conforme estabelece a Lei  complementar nº  125,  de 13.01.2007, o Conselho Deliberativo da SUDENE. Que essas reuniões sejam sempre na sede da SUDENE e no Recife e não num rodízio de estados. E que a Superintendência esforce-se para que a Presidente da República e todos os governadores, cujos estados fazem parte da SUDENE, compareçam a essas reuniões.

            2 – Que sejam feitos estudos para levantar dados atualizados dos investimentos federais feitos na Região, de modo a que permitam que a OAB e as Mesas das Assembléias Legislativas entrem com uma ADIN por omissão de cumprimento de Dispositivo Constitucional, conforme estabelece o Artigo 103 da Constituição Federal. Com esses dados os Deputados da Região poderão emendar o Orçamento Federal, de modo que se cumpra o Artigo 165, § 7º da Constituição Federal que determina que esses investimentos devem ser proporcionais à população de cada região.
           
Entretanto, segundo dados levantados pela Fundação Getúlio Vargas, esses investimentos têm sido em torno de 6,85%, quando deveriam ter sido 27,8% , que é a participação populacional nordestina, segundo o Censo de 2010. Vale ressaltar que no PAC I a participação do Nordeste é de R$ 80 bilhões, num total de R$ 503 bilhões, ou seja, 15,9%, muito abaixo da exigência constitucional. Esses estudos poderiam ser feitos pela Fundação Getúlio Vargas ou pelo  IPEA, este último sugerido por V. Sa.


            3 – Que a EMBRAPA  venha pesquisar a nossa agropecuária local como fez no Cerrado, principalmente para obter uma maior produtividade na agro-indústria açucareira, na produção do bio-diesel (pinhão roxo, mamona, etc) e a agricultura  de sequeiro  e irrigada.

            Desejamos, finalmente, que o órgão não concorde, nem pactue com essa imagem de um Nordeste mendicante, expresso nos “bolsa-seca”, “frentes de trabalhos” e “carros pipas”.

Atenciosamente

Sebastião Barreto Campello
Presidente do CENOR

terça-feira, 24 de julho de 2012

DENÚNCIA À NAÇÃO

Depois da apresentação realizada no último dia 16 de junho na UNICAP, quando o CENOR levou a público o dossiê e a palestra Denúncia à Nação, recebemos dezenas de emails solicitando a cópia dos dados levantados no documento. Agora para conhecer a história do Nordeste que não se conta, basta clicar aqui.
O conteúdo também continua disponível por email para qualquer pessoa que queira contribuir com a discussão. A pesquisa realizada pelo CENOR mostra, entre outras coisas, como as riquezas da nossa região foram sendo “roubadas” ao Sudeste resultando numa concentração absurda de investimentos federais nos estados de SP, RJ e MG.

terça-feira, 17 de julho de 2012

SUDENE no Diario de Pernambuco

Depois da visita feita pelo CENOR e várias instituições representativas da área econômica e de investimentos à SUDENE, dia 09 de julho, o superintendente Luiz Gonzaga Paes Landim ficou impressionado com os dados apresentados no dossiê “Denúncia à Nação”. Abaixo artigo publicado por ele no Diario de Pernambuco, neste domingo.



quarta-feira, 11 de julho de 2012

RECIFE - CRESCIMENTO E MOBILIDADE

Na coluna do CENOR da Folha de Pernambuco, no último domingo, foi publicado o resumo do texto de Waldecy Pinto que agora entra no ar na íntegra aqui, em nosso blog. As opiniões expressadas não refletem necessariamente a opinião do CENOR, mas este é um espaço aberto. Mande o seu artigo e os seus comentários.
por Waldecy Fernandes Pinto*
O Planeta Terra abrigará neste final do século dez bilhões de pessoas, esta é uma afirmativa da ONU, a Organização das Nações Unidas, órgão internacional que se preocupa com o bem estar dos que o habitam. O fenômeno do esvaziamento da área rural resultante das migrações para as áreas urbanas torna-se outro grande desafio para as gestões municipais, sem o preparo urbanístico para enfrentá-lo, principalmente nos países emergentes como o Brasil. Os desequilíbrios regionais são notados aqui em nosso país, principalmente nas cidades polos como verdadeiros “eldorados” como é o caso do Recife. A verticalização da pouca área privada existente no município tem desafiado os planejadores e, consequentemente, os seus gestores.
Presencia-se hoje, depois de décadas, que não se construíram as obras estruturadoras destinadas à mobilidade urbana, principalmente do sistema viário, projetado nas décadas de 1970/1980, quando foi concluída a 1ª perimetral denominada Avenida Agamenon Magalhães. O Recife, em termos de mobilidade, não oferece nenhum conforto aos seus munícipes, podendo-se afirmar que, atualmente, se apresenta totalmente paralisado. O deslocamento da população de todas as classes sociais está nitidamente em estado estático em termos de deslocamento, dos percursos diários da habilitação para o trabalho ou para a escola ou para o lazer. A saída do lar para qualquer ponto do território municipal ou metropolitano, mesmo enfrentando curtas distâncias de dez a vinte quilômetros, à medida do tempo, se realiza em horas, seja utilizando o veículo individual ou mesmo o coletivo.
A perda de tempo, o desperdício material, poluição atmosférica e sonora se alinham e se incorporam ao stress urbano que não deixa de ser uma das características da própria violência. Além dos problemas de circulação, se acrescem outros mais graves como a saúde e a educação. Na área da saúde o aumento dos hospitais e dos médicos mal remunerados, as ausências de vagas nas UTI e leitos, vem se tornando normativo, porque as existentes não estão dando conta das necessidades. Quando se pensa em saúde não se deve esquecer que a área metropolitana do Recife só está com 23% do tratamento dos esgotos em instalações seculares e se utilizando a rede precária das águas pluviais, dos rios, dos canais, dos córregos e das lagoas. Como resolver a saúde sem tratamento de esgotamento sanitário? E a drenagem? Juntando-se estas citadas deficiências com os prognósticos do crescimento populacional, tanto demográfico, quanto econômico, onde iremos chegar e como combateremos a violência?
O crescimento econômico produz automaticamente o aumento do poder aquisitivo e a busca do conforto material dentre eles o automóvel. A mão de obra de alto padrão requerida pelas empresas dos “ISO” e que estão no propósito de alavancar a região e em especial o Estado de Pernambuco, absorverão mão de obra que, possivelmente, migrará doutras regiões e até mesmo do exterior. Assim, neste prognóstico dos cenários apresentados para o desenvolvimento desta população que se exercitará funcionalmente nas cidades classificadas como “eldorados”, como se comportarão? Então se soma a tudo isso a preocupação do comportamento: do tecido e da malha urbana que não suportarão as exigências desenvolvimentistas. E a mobilidade, sem obras estruturadoras e a complementação do sistema viário existente e incompleto, se distancia cada vez mais do ideal.
E então, o que fazer? Os desafios são muitos, porque o tempo passou, a cidade cresceu em população, em poder aquisitivo e as gestões municipais andaram lentamente e se afastaram e muito das reais necessidades técnicas e científicas, abraçando as questões das assembleias participativas em que os pedidos e prioridades são altamente questionáveis em termos de custos e benefícios. Explica-se que a cidade deve ser vista e administrada em termos globais e não com distinção, com gestões visando unicamente o crescimento pessoal político, usando a máquina como trampolim. O plano da mobilidade deve estruturar a cidade como um todo, principalmente relacionado com os deslocamentos da sua população no seu território, visando à racionalidade e a integração das necessidades do ser humano como habitar, estudar trabalhar e recrear o corpo e o espírito, preconizado nas normas biológicas desde os primórdios da ciência do urbanismo.
*Waldecy Fernandes Pinto é arquiteto urbanista e presidente da Academia Pernambucana de Ciências. Foi secretário de Planejamento do Recife (1969-1970 e 1975-1979) e Reitor da Universidade Federal Rural de Pernambuco (1983-1987).

sexta-feira, 6 de julho de 2012

Encontro na SUDENE nesta segunda


Várias instituições representativas da área econômica e de investimentos serão recebidas nesta segunda, dia 09 de julho, pelo superintendente da SUDENE, Luiz Gonzaga Paes Landim, para um café da manhã, a partir das 8h30, no prédio da Superintendência de Desenvolvimento do Nordeste.

O encontro, intermediado e provocado pelo CENOR, terá como objetivo principal a discussão de assuntos considerados urgentes pelo Centro de Estudos do Nordeste, que espera contar a partir de agora com uma parceria mais estreita na busca por reajustar equívocos que vêm se repetindo há anos diante de temas como a Regionalização do Orçamento, a importância do Conselho Deliberativo nas discussões sobre os investimentos na região, etc. O superintendente receberá também durante a visita uma cópia do documento “Denúncia à Nação”, que mostra historicamente, entre dados econômicos alarmantes, como as riquezas do Nordeste foram sendo “roubadas” ao Sudeste resultando numa grande concentração de investimentos federais nos estados de São Paulo, Rio de Janeiro e Minas Gerais. A atualização das informações sobre a distribuição dos investimentos do Governo Federal por região através de uma ação direta da SUDENE também será solicitada.

Confirmados entre os presentes para o café da manhã com o superintendente estão os empresários Roberto Figueiredo e Ismar Amorim; Celso Muniz e Adalberto Arruda, pela Associação Comercial; Oscar Augusto Rache Ferreira, vice-presidente da Federação das Indústrias; Braga Sá, pelo Grupo de Executivos do Recife; Alexandre Santos, do Clube de Engenharia; Eudes de Souza Leão, pela Academia Pernambucana de Ciência Agronômica; Leonides Alves, pelo Instituto Nacional de Administração para o Desenvolvimento; Henrique Mariano, da OAB/PE; Waldecy Pinto, pela Academia Pernambucana de Ciências e mais representantes da Federação da Agricultura do Estado de Pernambuco; Academia Pernambucana de Letras e Associação das Empresas de Planejamento e Consultoria Empresarial do Nordeste – Assemp. O CENOR será representado pelo presiodente Sebastião Barreto Campello e Ivaldete Maria Marinho dos Santos.

terça-feira, 26 de junho de 2012

REGIONALIZAÇÃO DO ORÇAMENTO

Por Gonzaga Patriota

Como representante do meu partido, o PSB, na Comissão Mista de Orçamento, por vários anos, acompanhamos uma tendência cada vez mais forte da Regionalização do Orçamento da União. Antes, ela tinha uma tendência a pensar unicamente no orçamento público, agora, com o país globalizado, as coisas mudaram. O orçamento público compreende a elaboração e execução de três leis – o Plano Plurianual (PPA), as Diretrizes Orçamentárias (LDO) e o Orçamento Anual (LOA) – que, em conjunto, materializam o planejamento e a execução das políticas públicas federais. Cada uma dessas leis tem ritos próprios de elaboração, aprovação e implementação pelos poderes Legislativo e Executivo. Entendê-los é o primeiro passo para a participação da sociedade no processo decisório, fortalecendo o exercício do controle social na aplicação dos recursos públicos. No entanto, surge uma nova tendência. As despesas previstas no orçamento da União podem se destinar a municípios, estados, regiões ou ao País, como um todo. Essa regionalização da despesa indica a localização do beneficiário da ação governamental. Ela pode ser especificada na própria lei orçamentária (a um município, estado, região) ou constar do orçamento como despesa de âmbito nacional e ser regionalizada somente na execução, quando então a localidade do beneficiário é especificada. Devemos, portanto, combater os empecilhos para a adoção da Regionalização do Orçamento da União. Não temos dúvidas que a maior contribuição que os estados poderiam dar ao País, é permitir a regionalização de uma forma cada vez mais intensa.

Gonzaga Patriota é deputado federal pelo PSB/PE

sexta-feira, 15 de junho de 2012

Debate neste sábado na UNICAP


A convite de Waldecy Pinto, da Academia Pernambucana de Ciências, serão apresentados neste sábado (16), às 8h30, na Universidade Católica de Pernambuco, pelo presidente do CENOR, Sebastião Barreto Campello, o dossiê e a palestra Denúncia à Nação. O documento, elaborado pelo Centro de Estudos do Nordeste mostra como as riquezas da nossa região foram sendo “roubadas” ao Sudeste resultando numa concentração absurda de investimentos federais nos estados de SP, RJ e MG. Será no auditório de Teologia, no Bloco B.