sexta-feira, 30 de março de 2012

O Nordeste pelos olhos e vivências de João Alves Filho

Em seu livro “Nordeste – Estratégias para o sucesso”, João Alves Filho, ex-governador de Sergipe, descreve uma viagem que fez aos EUA, incluindo uma reunião com o Midland Bank, na época o quarto maior credor do Brasil. A instituição financeira tinha contratado uma conceituada consultoria internacional para realizar um estudo sobre as mais seguras alternativas de investimentos no Brasil. Eis uma frase marcante da conclusão deste levantamento apresentado: “O Nordeste brasileiro é mais viável do que a Califórnia em solo, sol e água”.

Naquele período, o Estado da Califórnia tornou-se o segundo maior produtor de alimentos do mundo “com soluções hídricas formidáveis”, convertendo regiões “semiáridas e até desérticas” em amplamente produtivas.

quinta-feira, 22 de março de 2012

Crescimento em risco

O CENOR começa a dar mais ênfase a um problema que vem preocupando as instituições ligadas ao Centro de Estudos do Nordeste. Foram ampliadas as discussões sobre a desindustrialização brasileira, destacando o foco nacional no desenvolvimento técnico da agropecuária e exploração do pré-sal, ações que excluem o nosso estado.

De acordo com estudos preliminares, o CENOR estima que Pernambuco continue crescendo por mais cinco anos, mas diante desta realidade na distribuição dos investimentos nacionais, depois deve estagnar. Haverá novos debates para propor soluções em várias frentes. No último dia 23 foi realizada reunião com o deputado Jorge Côrte Real sobre o tema.

quinta-feira, 15 de março de 2012

Sobre a SUDENE

O CENOR vai entrar com uma representação junto ao Ministério Público Federal para acionar a Justiça obrigando o Senado a colocar em prática a votação aos vetos do ex-presidente Lula à Lei Complementar sobre a recriação da SUDENE. Precisamos cobrar a atuação de um órgão que possa planejar a região através de incentivos fiscais.

Extinta em 2001, no governo Fernando Henrique Cardoso, em meio a várias denúncias de fraudes e corrupção, o projeto de recriação da Superintendência de Desenvolvimento do Nordeste foi aprovado pela Câmara Federal no final de 2006 e sancionado pelo então presidente Lula no início de 2007, porém com vetos, o que não agradou muita gente e até hoje permanece levantando várias discussões, inclusive porque, até agora, a aprovação ou não dos vetos não foi levada a Plenário. Acesse aqui o documento com os vetos.

Para refletir - Olhares sobre o Nordeste




sábado, 10 de março de 2012

O olhar de um economista

O Blog do CENOR apresenta aos leitores as palavras do economista Roberto Cavalcanti de Albuquerque, numa importante reflexão sobre a concessão dos incentivos administrados pelo Estado de Pernambuco e a pressão que vem sendo imposta pelo Sudeste.

“Não me cabe comentar sobre a legalidade ou não da concessão dos incentivos administrados pelo Estado de Pernambuco.

Mas, será somente o Estado de Pernambuco, ou algumas pessoas estão se sentindo abatidas pelo nosso crescimento?

Como economista surpreendo-me, porque até então não sabia, do “grande mal” que Pernambuco está causando ao País como vêm afirmando alguns “estudiosos”, sobretudo ao setor metalmecânico, pelo desemprego, pela baixa de produção desse segmento industrial, pelos resultados menores do saldo da balança comercial brasileira.

Por acaso alguém já dispõe de dados estatísticos que registrem o crescimento do Estado de Pernambuco, gerado como consequência dos incentivos fiscais e financeiros, beneficiando inclusive outras unidades da Federação, gerando empregos para trabalhadores de outros estados e, até mesmo brasileiros que residiam em outros países?

Alguém desse grupo de “estudiosos”, também por acaso, tem tido a preocupação de visitar empresas de diversos segmentos produtivos – industrial, agropecuário, extrativo mineral, construção civil, portuário e tantos outros - em todo o Brasil e não apenas em Pernambuco, que estão a importar máquinas e equipamentos modernos, feitos de ferro, aço e outros metais, fabricadas em outros países, quem sabe por incapacidade da indústria nacional em quantidade ou talvez em qualidade ou preço?

É preciso que sejam feitos outros estudos e não, simplesmente, querer responsabilizar o Estado de Pernambuco pelo pequeno ou decrescente crescimento de algum setor da indústria brasileira.

Não seria necessário ressaltar, mas para os que se fazem de não conhecedores, o crescimento econômico e social de uma nação não se conquista apenas com crescimento do setor industrial. A geração de emprego e renda e o consequente desenvolvimento social é obtido com sucesso, muitas vezes e por muitos países, através do desenvolvimento e do crescimento de outros segmentos do setor terciário.”